domingo, 28 de abril de 2013

Destralhamento do quarto - parte II

Continuação do post "destralhamento do quarto - parte I".


Como já tinha dito, depois de ter destralhado o meu roupeiro, olhei em volta e não estava satisfeita com o que via. Olhei para a minha escrivaninha, cheia de coisas, bem como para as minhas mesas de cabeceira e para a mesa onde tinha o gira-discos (oferecido por um amigo meu), e não me pareceu que condizesse com o guarda-roupa quase minimalista. Então, decidi deitar fora o que não precisasse.

Fora com uma das mesas de cabeceira (cujas gavetas estavam vazias, após o destralhamento do roupeiro) e com a tralha que lá estava em cima (bijuteria, perfumes...tudo)

Fora a mesa do gira discos, que também estava com mais tralha (bibelots de pessoas que me tinham oferecido e outras coisas assim). O gira-discos foi colocado em cima da arca.

Fora com a maior parte da tralha que tinha em cima da arca.

Fora com os papeis e restante tralha da minha escrivaninha, que eu não precisava nem nunca iria precisar.

Ahhh agora estou muito mais leve!

Infelizmente, não me lembrei de tirar fotos do "antes", mas aqui fica o "depois"


A tal arca, com o gira discos. Ao lado, está uma poltrona que o meu avô encontrou em muito mau estado ao lado do caixote do lixo, que depois de reciclada ficou assim.


A cama, com apenas uma mesa de cabeceira.

O cantinho ao lado do roupeiro, que vai ser destralhado numa outra altura.

Espero que tenham ficado com uma ideia ! Bons destralhamentos! :)


Nota: A mesa de cabeceira já foi vendida, no OLX :)

Destralhamento do quarto - parte I

      Logo após ter feito o destralhamento do roupeiro, olhei em volta e achei que o meu quarto também precisava de um destralhamento a sério. Uma vez, uma amiga minha disse-me que o meu quarto tinha sempre aquele aspeto "desarrumado", mesmo quando eu o acabava de arrumar. Não podia estar mais de acordo!

      De facto, a verdade é que só ultimamente me tenho sentido bem no meu quarto. Quando decidi ter um quarto só para mim, aos 13 anos (antes disso dividia o quarto com a minha irmã), não fazia ideia daquilo que queria. O meu quarto, logo assim que se tornou apenas meu, não me satisfazia de todo. Comprei a cama (que adoro) numa loja em segunda mão, que vinha com uma mesa de cabeceira. Como era uma cama "de casal", achei que devia ter mais uma mesa de cabeceira, então os meus pais compraram-me outra, que não ficava lá muito bem com a cama. Estas duas mesas de cabeceira estavam quase sempre a abarrotar de tralha, e tinha uma cujo tampo estava compeltamente cheio de perfumes, brincos, colares e outras peças que nunca usava...
 Tinha também uma mesa grande, com o computador, que estava quase sempre desarrumada, cheia de papéis e afins. Tinha 3 tapetes, que detestava pelo simples facto de detestar tapetes, mas sempre me tinham dito que um quarto "precisava" de tapetes, então comprei uns quaisquer, que nem foram tão baratos quanto isso... Há mais ou menos um ano e meio decidi que não queria nada daquilo. Já sabia que os aparelhos electrónicos e assim não deviam estar no quarto, e só de olhar para a minha mesa de computador ficava maldisposta. Também era uma chatice, quando eu me queria deitar e a minha irmã queria estar no computador... Então, decidi chamar o senhor da internet, que me mudou o computador e aquilo tudo para outro quarto, onde eu tinha a minha escrivaninha e onde fazia os meus trabalhos de casa (chamo-o de quarto dos brinquedos, porque quando eu e a minha irmã eramos mais pequenas era assim que o chamávamos). Aproveitei e mudei a minha escrivaninha para o meu quarto, onde fazia muito mais sentido.
Depois disso senti-me muito mas muito melhor! Mas ainda não estava completamente satisfeita... O meu quarto tinha cores tristonhas, à base dos castanhos e cor de laranja, o que não me agradava lá muito.

 Então, comprei papel de parede e tinta e numa tarde, com a ajuda da minha tia, dos meus pais e dos meus avós, tinha o quarto completamente diferente. Aos poucos, o meu quarto stava a ficar mais ao meu gosto... A minha avó comprou-me ainda umas prateleiras, para pôr as minhas coisas da escola, e a minha mãe uma escrivaninha nova (sem gavetas - já nessa altura tinha um bocadinho de minimalista em mim...). Há cerca de 6 meses comprei também uns candeeiros no IKEA, que pus por cima da cama, e agora ando a ver se emolduro umas fotos numas molduras que reciclei e coloco na parede em frente à cama, por cima de uma arca que lá tenho. Nessa altura, reparei que estava mesmo, mas mesmo farta dos meus tapetes, decidi que nunca mais os queria aspirar, então deitei-os fora ( depois disso, a minha familia achou que eu estava maluca).

 O meu quarto estava então quase, quase perfeito... mais ainda faltava qualquer coisa...

domingo, 21 de abril de 2013

Guarda-roupa (quase!) minimalista - Como destralhar um roupeiro

Decidi mostrar, neste primeiro post no blog, a forma que eu encontrei de fazer as pazes com esta peça de mobília. É que desde que me lembro, nunca gostei do meu guarda-roupa.
Sempre me pareceu que não tinha espaço suficiente...e olhem que ele é enorme! Foi feito pelo meu avô, quando eu e a minha irmã éramos pequenas. É como se fossem dois roupeiros juntos, que eu usava num com a roupa de inverno e outro com a de verão. Mas parecia que nunca via a roupa toda, esquecia-me da roupa que tinha, era uma confusão...
Há um ano deixei-me disso, e decidi meter a roupa nas gavetas sem uma ordem definida... Comprei também três caixas e três cestos, onde pus soutiens e meias e assim, mas não melhorou.
Eu até considerava que não tinha muita roupa. Na maioria das vezes, sempre que eu abria o roupeiro achava que não tinha nada para vestir. No outro dia, já depois de ter criado este blog, decidi que tinha mesmo de arrumar o meu guarda-roupa. Nunca conseguia encontrar a roupa que queria, sabia que havia roupa que não usava à mais de um ano e queria desocupá-lo o mais possível. É que além deste roupeiro enorme, ainda tinha duas mesas de cabeceira, com três gavetas cada, cheias de meias, cuecas, pijamas e coisas que tais.
Não podia ser, tinha que destralhar.
A primeira coisa que fiz, e que nunca tinha feito, foi esvaziar completamente o roupeiro e as gavetas das mesas de cabeceira. Espalhei tudo em cima da cama, e fui deitando fora, sem pensar muito no assunto, roupa que se enquadrava em pelo menos uma das seguintes categorias:
- A peça não me serve.
- Não me lembro da ultima vez que vesti a peça/ já não a visto à mais de um ano.
- Não gosto da cor.
- A peça não me fica bem (faz-me mais gorda, mais baixa, ...)
Dois sacos do lixo cheios depois, era este o resultado:

Nem via a minha cama, depois disto... 
O meu lindo roupeiro, como eu nunca o tinha visto
O passo seguinte foi contar a roupa que tinha, para perceber com o que é que estava a lidar. Sendo assim, cheguei à conclusão que a minha "pouca" roupa é composta por:
- 3 calças de ginásio.
- 7 tops (!!)
- 5 t-shirts
- 1 bikini.
- Um fato de banho (que eu adoro de morte)
- 1 par de leggins.
- 3 collants de inverno
- 1 par de luvas
- 2 cintos.
- 1 calções de praia
- 15 pares de meias de lã (são minhas e da minha irmã).
- 4 vestidos "de festa"
- 2 vestidos de inverno.
- 6 vestidos de verão (!!)
- 1 casaco de cabedal.
- 2 casacões (um mais quente e outro mais frio)
- Um casaco "especial" (que uso nos casamentos de inverno, foi oferecido pela minha avó)
- 1 gabardine.
- 8 calças de ganga (nunca pensei que fossem tantas...)
- 1 calças em tecido.
- 8 blusas.
- 7 casacos de malha (4 compridos e 3 curtos)
- 1 camisolão.
- 10 blusas de verão.
- 7 blusas de meia estação.
- 7 camisolas de gola alta.
- 6 camisolas de lã
- 2 polares.
- 11 pijamas: 6 de inverno e 5 de verão
- 1 traje da faculdade
- 2 fardas de estágio

Como podem ver, de minimalista não tem nada. Gostava de minimizar ainda mais, utilizando o método sazonal da cor, que falarei noutro post.
Depois de saber qual a minha roupa, foi só arrumar. 
Na parte do lado esquerdo coloquei os casacos mais pesados e os vestidos. Nas gavetas, na de cima coloquei as camisolas de lã, na do meio os polares e na terceira os pijamas. Na caixa às flores (que se vê na foto, meio escondida), que coloquei no espaço entre os casacos pendurados e as gavetas meti as meias de lã.
Na parte do lado direito pendurei as calças e os casacos mais leves, as blusas que se amachucam nas gavetas e as calças. Nas gavetas, na primeira colequei as blusas de verão, na do meio as de meia estação e na de baixo das de gola alta. Pus também duas caixas (a verde e a azul, que se vê na foto), em que na verde meti a roupa de praia, as luvas e os collants e na azul a roupa do ginásio.

Agora, sempre que abro o roupeiro sei imediatamente onde está tudo. E como deitei fora toda a roupa que não usava, tenho sempre algo que vestir. A roupa nas gavetas está à larga, vejo-a toda assim que as abro.
Agora, o objetivo é ver se daqui a um ano vesti a minha roupa toda. A que não vesti, vai fora. Se não precisei dela durante um ano inteiro, é porque não preciso mesmo dela, na verdade. Por muito bonita que seja no cabide...
Para ver se visto a roupa toda ou não, usei um truque muito simples: sempre que vestir uma roupa, depois de lavada, meto-a no roupeiro com o cabide virado ao contrário. Daqui por um ano, a roupa que estiver em cabides virados para o lado "certo" vão para o lixo.

Simples e eficaz.